A aromaterapia tem raízes no uso ritual e medicinal de plantas aromáticas no Egito, na China, na Índia e na Grécia. O salto técnico chegou com a destilação no mundo islâmico medieval, e o termo foi cunhado pelo químico francês René-Maurice Gattefossé em 1937. É uma história de óleos essenciais, não de fragrâncias de ambiente.
Quando o aroma era sagrado
O uso ritual e medicinal das plantas aromáticas é tão antigo como a civilização. No Antigo Egito, os sacerdotes queimavam resinas como o incenso e a mirra nos templos. Os óleos perfumados faziam parte do culto, da cosmética e do embalsamamento.
A palavra perfume vem do latim per fumum, através do fumo. Resume bem como tudo começou: queimando algo para que cheirasse.
China, Índia e Grécia
Na China, os textos médicos antigos já registam o uso de plantas aromáticas. A medicina ayurvédica da Índia incluía massagens com óleos vegetais perfumados. E na Grécia clássica, a tradição hipocrática recomendava banhos perfumados e massagens aromáticas como parte de uma medicina que tratava o corpo inteiro.
Roma e os banhos
Roma herdou boa parte desses costumes e levou-os para a vida diária. As termas usavam óleos perfumados depois do banho, e as casas abastadas perfumavam divisões e tecidos. O aroma passou do sagrado para o social.
O salto técnico: a destilação
O avanço decisivo chegou com a destilação a vapor, aperfeiçoada no mundo islâmico medieval e associada à figura de Avicena (980-1037). Graças a ela tornou-se possível extrair óleos essenciais concentrados. A água de rosas foi um dos primeiros produtos obtidos assim e tornou-se um artigo de comércio internacional.
Da Europa à perfumaria moderna
Na Europa, as águas aromáticas à base de álcool e plantas popularizaram-se na Idade Média e no Renascimento. Com o tempo, zonas como Grasse, no sul de França, tornaram-se centros de produção de matérias-primas para perfumaria. A partir do século XIX, a química permitiu criar moléculas aromáticas em laboratório, e é aí que nasce a perfumaria moderna tal como a conhecemos.
1937: nasce a palavra
O termo aromaterapia foi cunhado pelo químico francês René-Maurice Gattefossé, que publicou um livro com esse nome em 1937. A história que costuma contar-se (que queimou a mão no laboratório e a mergulhou em óleo de lavanda) faz parte da tradição do setor. Convém tomá-la como um relato fundador, não como uma prova de eficácia.
Depois, figuras como o médico francês Jean Valnet ou a bioquímica Marguerite Maury difundiram o seu uso no século XX, cada um a partir de uma abordagem diferente.
Linha do tempo
| Época | O que acontece |
|---|---|
| Antigo Egito | Resinas nos templos e óleos perfumados em rituais |
| China, Índia, Grécia | Plantas aromáticas na medicina, massagens e banhos |
| Séculos X e XI | Destilação a vapor no mundo islâmico |
| Século XIX | Moléculas aromáticas de laboratório e perfumaria moderna |
| 1937 | Gattefossé publica Aromathérapie |
E aqui a parte que quase ninguém esclarece
Toda esta história é de óleos essenciais: extratos obtidos de plantas por destilação ou prensagem. A aromatização de espaços que fazemos na BENDIS é outra coisa. Trabalhamos com fragrâncias concentradas fabricadas em Espanha, formuladas para nebulização. Não são óleos essenciais puros e não têm efeito terapêutico. A sua função é ambiental e de identidade de marca.
Parece-nos mais honesto dizê-lo do que embrulhar um produto de perfumaria em cinco mil anos de história. Se te interessa a diferença técnica, explicamo-la no guia básico de óleos essenciais e em o que é a aromaterapia e como usá-la em casa.
E se o que procuras é aromatizar a tua casa ou o teu negócio, podes ver a gama em fragrâncias e difusores.
Perguntas frequentes
Quem inventou a aromaterapia?
Ninguém a inventou como tal. O uso de plantas aromáticas é milenar. O termo foi cunhado por René-Maurice Gattefossé em 1937.
Que diferença há entre óleo essencial e fragrância?
O óleo essencial é um extrato de uma planta. A fragrância é uma composição de perfumaria que pode combinar matérias naturais e de síntese, pensada para cheirar de uma forma concreta e estável.
As fragrâncias BENDIS são aromaterapia?
Não. São fragrâncias de ambiente para aromatizar casas e negócios. Não as apresentamos como tratamento nem com efeitos terapêuticos.


